Durante o evento de anúncio do Windows 11, no final de junho, Satya Nadella, CEO da Microsoft, não escondeu o entusiasmo da companhia com a nova geração de seu sistema operacional. Além do visual reimaginado e de recursos inéditos, que apelam para usuários domésticos do Windows, a próxima versão do software também fez algumas promessas ambiciosas para desenvolvedores e criadores de conteúdo. Entre elas, está a ideia de promover um ecossistema mais “aberto” – ou, nas palavras do próprio líder da Microsoft, a de ser uma “plataforma para criação de plataformas”.

“Windows é a plataforma onde coisas que são maiores que o Windows podem nascer, como a web”, afirmou Nadella durante o anúncio do sistema operacional. “Essa é nossa aspiração com o Windows 11: ser a plataforma para a próxima web; para a próxima categoria de software transformacional; para o próximo negócio de conteúdo personalizado. Uma plataforma só pode servir à sociedade se suas regras permitirem essa inovação fundacional e criação de plataformas”, completou.

A ideia se manifesta, por exemplo, na versão renovada da loja nativa do Windows. Nela, desenvolvedores e fornecedores de software independentes (ISVs) poderão distribuir seus aplicativos independentemente da formatação. Isso inclui apps Win32, Progressive Web App (PWA), Universal Windows App (UWP) ou até mesmo aplicações Android. Além disso, desenvolvedores também poderão implementar seus próprios sistemas de pagamento, e não precisarão repassar parte de suas receitas para a Microsoft.

Mas e na prática, qual o impacto que empresas podem esperar da nova geração do Windows 11? Na avaliação de Stephen Kleynhans, vice-presidente de pesquisas do Gartner, nada grande. Ao menos não nesse primeiro momento. “Não acho que isso será muito importante para as empresas no início. Tendo a duvidar que as companhias farão algo substancial com o lançamento do Windows 11 até 2023, ou talvez até mais tarde”, afirmou em entrevista ao IT Forum.

Isso porque, na avaliação do analista, ainda que traga uma experiência de usuário melhor que antecessores, as novidades apresentadas pela Microsoft com a nova geração de seu sistema operacional podem ser classificadas como melhorias “incrementais” – não como grandes transformações do sistema. Ao menos até a chegada das primeiras atualizações de recursos do Windows 11, Kleynhans diz não enxergar uma adoção em massa do software por grandes corporações.

FONTE: https://computerworld.com.br/plataformas/o-que-muda-para-empresas-com-o-windows-11/

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